sábado, 19 de novembro de 2011

Torcedores brasilienses já fazem contas para comprar entradas dos jogos da Copa

A Copa do Mundo de 2014 traz muitas expectativas aos brasilienses. Sete jogos do Mundial serão realizados na capital federal e muitos torcedores já começam a fazer um “pé-de-meia” com o objetivo de garantir pelo menos um dos 490 mil ingressos que serão vendidos para essas partidas. Mas uma incerteza ainda é motivo de preocupação: o preço. De acordo com a Fifa, responsável pela venda das entradas, os confrontos terão um valor superior ao que os brasileiros estão acostumados a pagar em partidas nacionais, como as do Campeonato Brasileiro.

Confira como está os preparativos para o Mundial em Brasília:

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O funcionário público João Carlos Santos, 26 anos, conta que está planejando abrir uma poupança para poder assistir aos jogos em Brasília. “Eu já fui em algumas partidas do Campeonato Brasileiro e paguei cerca de R$ 30. Na Copa do Mundo, certamente será muito mais caro. Pretendo abrir uma poupança para não pesar muito no bolso”, comenta.
A Fifa informou, em Zurique, na Suíça, que serão disponibilizados cerca de 3 milhões de ingressos para a competição no Brasil. Como definiu o chefe da comissão de inspeção do evento, Hugo Salcedo, durante a entrevista coletiva após o anúncio das sedes no Brasil, a Copa é um evento que supera qualquer outra coisa que já foi feita no país em termos de magnitude e de complexidade; por isso é natural que as entradas tenham valor superior ao das outras competições.
O estudante de Educação Física da Universidade de Brasília Bruno Cantarino, 19 anos, está apreensivo para o começo da venda dos ingressos, que serão disponibilizados ao público em 2013, logo após ao término da Copa das Confederações. “Estou juntando dinheiro. Quero ver a Seleção na primeira fase aqui em Brasília, mas pretendo ver outros jogos, como a disputa de terceiro lugar. Tomara que seja entre seleções de alto nível”, comenta o estudante.

Estimativa de preço
Em 2002, na Coreia do Sul e no Japão, as entradas custaram, em média, R$ 270 (na cotação média atual do dólar), quase três vezes mais do que os ingressos da Copa da França, realizada em 1998. Nas quartas de final, os preços subiram para cerca de R$ 550. Nas semifinais, custaram em torno dos R$ 850 e chegaram a R$ 1.300 na final, em Yokohama.

No Mundial da África do Sul, no ano passado, o preço manteve a média e custou cerca de R$ 236, valor parecido com a da edição de 2006, realizada na Alemanha. A final africana, entre Espanha e Holanda, teve um “pequeno” reajuste, comparado com a de 2002, mas manteve o padrão e custou cerca de R$ 1.530.

Na abertura da última Copa, os torcedores tiveram que desembolsar R$ 119 no setor mais barato e R$ 765 no mais caro. No entanto, a Fifa disponibilizou 120 mil ingressos mais baratos — ao longo da competição — para os sul-africanos. A entidade já anunciou que deve repetir a medida no Brasil. De acordo com o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, essas entradas para os cidadãos do país-sede devem custar entre US$ 20 e US$ 30 (de R$ 34,60 a R$ 51,90), na primeira fase.

Para a estudante Fernanda Cavalcante, 20 anos, o preço das entradas das últimas copas é acessível. “Realmente pensei que fosse mais caro, uma média de R$ 240 é um preço justo para o evento que é. Porém, não concordo em pagar R$ 1.500 para assistir à final. Isso é um absurdo para a realidade brasileira”, comenta.

A polêmica da meia-entrada
O pacote de regras imposto pela Fifa para a realização da Copa de 2014 vem causando confusão dentro e fora do mundo esportivo nos últimos meses. A polêmica envolvendo a proibição da meia-entrada para estudantes está entre um dos principais pontos em discussão.

Há um impasse nesse processo: de um lado, existe a legitimidade da Fifa em obter lucro com a realização do evento, e, do outro, a lei brasileira que entrou em vigor no país em 1940 e garante desconto de 50% para estudantes e idosos em eventos culturais e esportivos. Hoje, a meia-entrada é regulada por leis estaduais e municipais. A Fifa dá sinais de que aceitará reduzir o preço para os idosos, mas nega o benefício aos estudantes.

Confira no Podcast a opinião do publicitário Paulo Freitas sobre a polêmica da meia-entrada na Copa da Mundo de 2014, no Brasil

O Projeto de Lei Geral do Mundial de 2014 determina que o preço dos ingressos será estipulado pela Fifa. Se confirmada a exclusão da meia-entrada, estudantes que planejavam utilizar o benefício para assistir aos jogos da Copa terão que puxar mais dinheiro do bolso, principalmente em jogos importantes, como as semifinais e a final.

Os critérios normativos do projeto ainda não foram totalmente definidos, sendo que a versão final do anteprojeto deverá passar pela presidente Dilma Rousseff.

Saiba mais


Para atender à demanda crescente pela movimentação de passageiros paea a copa do mundo, a Infraero está usando soluções de engenharia usadas em aeroportos de vários países para atender demandas específicas ou grandes eventos. Em 2004, por exemplo, o Aeroporto de Lisboa utilizou os Módulos durante a Eurocopa; em 2006, o Aeroporto de Doha, no Catar, adotou a solução durante os jogos asiáticos. E em 2010, foi a vez da África do Sul usá-los na Copa do Mundo de Futebol.

Os Módulos Operacionais são sistemas de embarque e desembarque que se assemelham às salas convencionais com todo com todo conforto, como ar condicionado, sanitários, sistema informativo de voos, entre outras facilidades.

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